Além de não auxiliar, prefeitura quer cobrar taxas do transporte escolar

Além de não auxiliar, prefeitura quer cobrar taxas do transporte escolar

O setor do Transporte Escolar foi duramente afetado pela pandemia da Covid-19. Com as aulas suspensas desde março, 864 transportadores de Curitiba estão praticamente sem renda e sem auxílio algum do poder público. Como se não bastasse, a URBS (Urbanização Curitiba) insiste em cobrar a taxa anual de autorização de transporte, no valor de R$ 640,00, dos transportadores.

Nesta sexta-feira (13), o presidente do Sindicato dos Operadores de Transporte Escolar em Curitiba (Sindotec), Douglas Silveira, se reuniu com o candidato a prefeito de Curitiba pelo PDT, Goura 12, para expor a situação dos trabalhadores e trabalhadoras.

“Com a pandemia 90% dos transportadores estão sem renda. Nem auxílio emergencial temos porque a declaração é acima do teto. A prefeitura não nos atendeu, o estado não nos atendeu, e as nossas demandas continuam. As famílias estão dependendo de amigos e de cestas básicas do CRAS”, disse Douglas Silveira.

De acordo com o presidente, o atual prefeito recebeu, com muito custo, os representantes do setor uma única vez. Porém, nada foi feito para auxiliar a categoria.  “A prefeitura liberou quase R$ 200 milhões para o transporte coletivo nesse período e não ajudou em nada o transporte escolar. A nossa pauta era o auxílio e tentar tirar a taxa da URBS porque estamos parados o ano todo”, lamentou.

Goura se solidarizou com a categoria e voltou a defender o diálogo constante com todos os setores para a busca de soluções que possam amenizar os prejuízos gerados com a pandemia. “Estamos conversando com os mais diversos segmentos e, infelizmente, o que estamos vendo é a total falta de diálogo e de sensibilidade da atual gestão”, afirmou Goura.

“A minha visão de política é participativa. A gente só vai ter soluções efetivas para os problemas a partir do diálogo com a população e com os setores. O serviço que vocês prestam é muito importante e deveria ser ainda mais incentivado. Porque mais famílias usando o transporte escolar, significa menos carros nas ruas e maior segurança no trânsito”, frisou Goura.

Renegociação de Dívidas

Ainda segundo Douglas Silveira, muitos trabalhadores estão sofrendo busca e apreensão de seus veículos porque não estão conseguindo pagar as parcelas do financiamento, que representam em média R$ 3 mil. “Estamos tentando também, através da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e do Ministério da Economia, a renegociação das parcelas dos veículos, mas ainda não tivemos respostas”, disse.

Outra consequência da crise foi a descapitalização do próprio Sindicato, que também perdeu receita. “Dos cerca de 400 filiados ao Sindicato, cerca de 70 continuam pagando as mensalidades, ou seja, também não conseguimos fazer muita coisa”, observou.

Autorização de fretamento

O único “refresco” para a categoria até o momento, de acordo com o Sindicato, foi a autorização para fretamento. “Porém, a área de fretamento está fraca, assim como o turismo”, ponderou Douglas.

Novas exigências

Além de todas as dificuldades que a categoria está passando, a URBS, de acordo com Douglas Silveira, está exigindo a instalação de um sensor de porta automática nos veículos, que ainda estaria em fase de desenvolvimento e custaria em média R$ 2 mil.

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