Goura e Ana Moro passam a tarde de sexta na praça conversando com a população

Goura e Ana Moro passam a tarde de sexta na praça conversando com a população

“Queremos uma gestão participativa e para isso temos que ouvir as pessoas, saber as demandas e debater assuntos importantes aos cidadãos”, afirmou o candidato a prefeito de Curitiba Goura 12 (PDT).

Ele esteve, na tarde desta sexta-feira (13), na praça Nossa Senhora de Salete, junto com sua vice Ana Moro e as candidatas a vereadoras pelo PDT Roberta Cibin (12803) e a Professora Estela Gomes (12512).

Direitos da Pessoa com Deficiência

Um dos primeiros assuntos abordados foi sobre Direitos da Pessoa com Deficiência, com Denise Dalmece, que possui deficiência motora, e Wagner Bittencourt, que possui deficiência visual. Goura iniciou dizendo que será reativada a Secretaria Especial das Pessoas com Deficiência, que foi extinta pelo atual prefeito. “A gente quer retomar essa Secretaria e fazer com que ela interaja com outras secretarias, para podermos ter efetivamente políticas públicas de acessibilidade e inclusão”.

Denise disse que é preciso colocar em prática os projetos para que a cidade seja realmente inclusiva. “Planos e ideias tem, o difícil é efetivar. Então se a prefeitura não fizer nada, não adianta, não é só para ficar bonito no papel. Os planos existem, mas não são colocados em prática. O Goura é o primeiro candidato a prefeito que se dispôs a nos ouvir”, afirmou.

Wagner ressaltou que leis existem, mas é preciso uma conscientização das pessoas em relação a isso. “Precisamos de campanhas de conscientização à população, para que a sociedade perceba as dificuldades e também para que este assunto seja tratado com a devida importância”, pontuou.

Roberta Cibin ressaltou sobre o papel do vereador na fiscalização junto ao poder municipal. “É papel da vereadora e vereador fiscalizar a prefeitura, creio que um dos mais importantes. Temos que ver se realmente a gestão municipal está cumprindo os seus deveres com a sociedade, como por exemplo, a fiscalização dessas leis já existentes. Precisamos ter representantes na Câmara e na prefeitura que são abertos ao diálogo”, disse a candidata à vereadora.

Denise e Wagner frisaram também a questão dos espaços acessíveis, não apenas as ruas, calçadas, ônibus, entre outros, mas locais de cultura e lazer. “Espaços culturais são um dos mais difíceis a ser adaptados. Por exemplo, prédios históricos tombados que não podem ser reformados, mas podem ser adaptados para ter acessibilidade. São pontos importantes na parte da inclusão. Precisamos de uma transformação cultural. Todos têm direito à cultura, à informação, etc., garantidos por lei, mas a gente não tem”, afirmou.

Denise confirmou e disse, inclusive, que o tema do seu TCC foi “Turismo Acessível”, pois percebe que é um assunto pouco explorado. “Não temos quase nenhuma opção de turismo. Os poucos que têm são muito caros e 90% das pessoas com deficiência são pobres”, ressaltou.

A candidata à vice-prefeita, Ana Moro, disse que esta pauta está contemplada no programa de governo em sua chapa com Goura. “Atender às necessidades das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida é um passo positivo rumo a uma cidade mais humana”, afirmou.

Educação

Edimara Domingues de Oliveira é professora e foi à praça conversar com Goura porque percebeu que ele tem abertura ao diálogo. “Conheci o Goura o ano passado quando levei meus alunos para um trabalho de campo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), e a receptividade dele com aqueles adolescentes que estavam ali me chamou a atenção e me fez mudar de ideia de que político é tudo igual. A partir daí, comecei a acompanhar o trabalho do Goura e os seus debates”, afirmou.

Um dos debates a que ela se refere foi sobre os servidores públicos, em especial, os professores. “A discussão envolvia nossa questão de plano de carreira, plano salarial, e outros pontos, e o Goura, como deputado estadual, foi um dos únicos que ficou ao nosso lado nesta luta”.

A professora ressaltou que Curitiba precisa romper com as famílias tradicionais do poder com o discurso do “novo”. “Muitos funcionários públicos e professores estão do lado do Goura por entender que ele faz uma política séria e participativa. A gestão do atual prefeito tem sido muito prejudicial em todo o projeto que temos enquanto servidores públicos. Estamos numa situação agora que considero um divisor de águas, é a nossa grande oportunidade de mudar, de levar essa eleição para o segundo turno. Estamos diante dessa possibilidade de mudança, temos opção sim, podemos fazer Curitiba ser uma cidade voltada às pessoas, mais humana, justa e plural”, afirmou.

Ambulantes

Beti é vendedora ambulante e foi à praça conversar com Goura. “Conheci o Goura por meio de uma reunião para tentar que os vendedores ambulantes tenham uma licença para trabalhar aqui em Curitiba, pois somos informais. O Goura nos ouviu, falou com a gente, conseguiu entender o nosso problema e se comprometeu a nos ajudar, por isso que confio nele”, disse.

Ela contou que estão lutando até hoje para regularizar a situação para que os ambulantes possam trabalhar formalmente. “O atual prefeito não faz nada para ajudar, ao contrário, temos mais problemas. Goura não, ele sempre está em contato com a gente para ver como pode nos apoiar”, afirmou.

Propostas e mobilidade

A advogada Leticia Ribas estava passando na praça e disse que não conhecia o Goura. “Gostei muito das propostas dele para o meio ambiente, os animais, as tarifas dos ônibus, acredito que ele tem propostas bem consistentes para cidade e, principalmente, para a população. Aqui na praça por exemplo, não temos nenhum local de acessibilidade às pessoas com deficiência e estamos ao lado da prefeitura”, observou.

“Quando a gente fala de segurança pública, quando a gente fala de mobilidade, estamos falando da cidade toda. No bairro Jardim das Américas, onde eu moro, não temos ruas adaptadas aos cadeirantes, e quando chove a situação fica ainda pior. Não apenas para pessoas com mobilidade reduzida, mas para todas as que vivem ali, frisou a candidata a vereadora Professora Estela Gomes.

Goura reforçou a representatividade das mulheres na câmara municipal. “Das 30 cadeiras no Legislativo, temos apenas oito vereadoras. Então a representatividade das candidatas deve ser reconhecida, valorizada e fortalecida”, pontuou.

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